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Por que as reformas de base de Jango seriam plenamente atuais ainda hoje, 50 anos depois do golpe militar


 

 

O golpe militar que, em 1964, derrubou o governo João Goulart e implantou a ditadura tinha sido ensaiado pelo menos três vezes nos dez anos que o antecederam.

 

A primeira, quando Getúlio Vargas foi levado ao suicídio e evitou, com seu sacrifício, a tentativa golpista da direita em 1954. A segunda, quando, um ano depois, militares tentaram impedir a posse do presidente eleito, Juscelino Kubistchek, tendo sido barrados pela ação firme do ministro da Guerra, general Henrique Lott. A terceira, quando os ministros militares se arvoraram o direito de vetar a posse de Jango, logo em seguida à renúncia de Jânio Quadros, numa crise que desembocou na adoção do parlamentarismo. Os golpistas só não foram plenamente vitoriosos devido à firme reação de Leonel Brizola, então governador do Rio Grande do Sul, que liderou a Campanha da Legalidade.

 

Assim, o golpe de estado de 1964 não foi um raio num céu azul. Ele vinha sendo tentado há, pelo menos, uma década. Eram tempos de Guerra Fria, e os Estados Unidos patrocinaram a implantação de ditaduras militares na maioria dos países da América Latina. No caso do Brasil, quando da deposição de Jango chegaram a deslocar uma frota para auxiliar os golpistas, na chamada Operação Brother Sam, intervindo militarmente caso fosse necessário, como ficou comprovado com a abertura de arquivos da biblioteca do Senado americano.

 

Mas, abstraindo-se a conjuntura internacional, que elementos internos levaram a que, aliados com o grande capital nacional e estrangeiro e o latifúndio, os militares derrubassem Jango?

 

Jacob Gorender, em seu livro Combate nas trevas, descreve com precisão aquele momento da história do Brasil: “O período 1960-1964 marca o ponto mais alto das lutas dos trabalhadores brasileiros no século 20. (…) A luta pelas reformas de base não encerrava, por si mesma, caráter revolucionário e muito menos socialista. Enquadrava-se nos limites do regime burguês, porém o direcionava num sentido progressista avançado. Continha, portanto, virtualidades que, se efetivadas, tanto podiam fazer do Brasil um país capitalista de política independente e democrático-popular, como podiam criar uma situação pré-revolucionária e transbordar para o processo de transformação socialista.”

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Dieese

 

Em fevereiro,  a taxa de desemprego no conjunto de Regiões Metropolitanas acompanhadas pelo Sistema PED – Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo – foi de 10,3%, 0,8 ponto percentual maior que a apurada em janeiro (9,5%). O crescimento da taxa é esperado para o período, uma vez que a queda verificada  nos últimos meses do ano é, normalmente, seguida por  desempenho mais modesto no mercado de trabalho dos primeiros meses do novo ano. O total de desempregados é estimado em 2.158 mil, 174 mil a mais que no mês anterior. Em relação a fevereiro de 2013, também houve crescimento no número de desempregados, mas mais modesto (33 mil pessoas). A taxa de desemprego em fevereiro do ano passado foi igual à apurada neste ano (10,3%).

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